Olá pessoas. Essa semana
irei fazer o fichamento do texto Wikinomics, capítulo 1 que fala sobre a arte e
a ciência do peering. Peering? O que é isso? Você irá descobrir agora.
O texto começa falando de
uma nova era, a era do wikinomics, onde as pessoas estão participando cada vez
mais da economia e podem colaborar na produção e distribuição de bens e
serviços que antes eram de responsabilidade única das grandes empresas. É aí
que entra o negócio do peering, que é a descrição da colaboração entre pessoas
e empresas com objetivo de impulsionar o crescimento e a inovação dos produtos
e serviços de vários ramos de produção. Alguns exemplos de peering são o
Myspace, Youtube, Linux e, claro, nossa querida Wikipédia.
O peering demonstra ser uma
atividade social, pois para fazer parte da economia você só precisa de um
computador e muita criatividade. E essa criatividade pode ser utilizada não
somente para fins comerciais, pois o peering também serve para a colaboração de
pesquisas sobre doenças genéticas, descoberta de novos planetas, alerta de
mudanças climáticas, etc. Mas para algumas empresas, que não conseguem se
encaixar nessa nova realidade tecnológica, o peering é uma ameaça à sua produção
e pode significar o fim da economia industrial. Mas para as empresas
inteligentes, que conseguem ir além dos próprios muros, essa nova realidade
traz mais oportunidades de inovação e crescimento.
A ciência da wikinomics se
baseia em quatro novas ideias: abertura, peering, compartilhamento e ação
global. Esses são os novos princípios que devem ser utilizados para impulsionar
a inovação em todos os ramos da economia. A abertura se relaciona com a
necessidade das empresas de sair de sua zona de conforto e procurar novos
talentos, novas formas de inovação fora de seus padrões e processos internos.
As empresas precisam abrir suas portas e distribuir suas informações para novos
parceiros para reduzir os custos de transação e agilizar o metabolismo das
redes de produção empresariais.
O peering, como já foi
explicado, é um princípio que traz a colaboração de informações e talentos para
o desenvolvimento da economia. Com ele, o modelo hierárquico de organização das
empresas é substituído por uma rede de compartilhamento de ideias que ajuda no
desenvolvimento de projetos de todos os tipos e traz um novo significado para a
palavra colaboração. O maior impacto do peering é na produção de bens de
informação, como mídia, entretenimento, cultura, mas não há razão para ele
parar por aí.
O princípio do
compartilhamento pode ser bem controverso, pois as empresas precisam proteger a
propriedade intelectual crítica. Porém essas empresas também precisam
contribuir com espaços comuns de tecnologia e conhecimento para que possam
acelerar o crescimento e a inovação. Principalmente quando esse
compartilhamento pode ser feito livremente entre os consumidores na rede. Óbvio
que as pessoas vão preferir um cantor que lança 2 álbuns e compartilha o
download gratuito do terceiro álbum na internet do que um cantor que não quer
abrir mão de sua propriedade intelectual.
O ultimo princípio diz que
as empresas precisam agir globalmente. Monitorar globalmente as mudanças nos
negócios, utilizar talentos globais, conhecer o mundo, seus mercados,
tecnologias e pessoas é a única forma de conseguir competir nesse novo mundo
empresarial globalizado. Para isso é necessário “gerenciar os ativos humanos e
intelectuais em várias culturas, disciplinas e fronteiras organizacionais” para
que permaneça globalmente competitivo e continue tendo espaço para inovar e
produzir.
Em resumo, no mundo da
wikinomics cada indivíduo tem um papel importante a desempenhar na economia e
cada empresa tem a escolha de se acomodar ou se conectar a essa nova forma de
colaboração e tirar dessa situação a oportunidade de inovar e se desenvolver
nesse mercado cada vez mais competitivo. Essa economia da colaboração fez
surgir um novo tipo de economia, onde as empresas coexistem e se conectam com
produtores autônomos e juntos criam valor nas redes. Portanto, quem não
colabora sucumbe a essa nova e interessante era de mudanças.
Isso é tudo pessoal.
See
ya,
Michelly
Lira