domingo, 29 de março de 2015

A Cauda Longa - Capítulos 1 e 5, de Chris Anderson.

O que pode fazer a diferença entre dois livros que falam sobre o mesmo assunto? Você pode dizer “qualidade, história mais envolvente, preço”. Sim, esses são alguns diferenciais, mas em relação à mídia o que realmente faz a diferença é a divulgação boca a boca online. Quando vai numa loja online pra comprar um livro, você dá mais crédito à resenha feita pelo site da loja ou uma resenha ou comentário feito pelas pessoas que já compraram aquele livro? Claro que a segunda opção é mais confiável. E é disso que se trata a divulgação boca a boca. Mas isso não acontece apenas nas livrarias online. Essa é uma nova característica que as indústrias da mídia e do entretenimento estão tendo que se acostumar a conviver. Os consumidores estão pesquisando mais e estão mais atentos a todos os tipos de informações sobre os produtos que eles podem obter no mundo da internet.

Uma grande restrição do mundo físico do mercado é o fato de que não importa se determinado produto tem ótimas críticas e é capaz de atrair o público em geral. O que importa é se esse produto terá demanda suficiente em uma determinada região onde está sendo vendido. Ficou difícil de entender? Pois o autor dá um exemplo que eu acho perfeito para esse tipo de situação. Um documentário super aclamado pela crítica e que conseguiu criar um grande buzz entre os amantes do cinema não será necessariamente uma boa escolha para exibição em todos os cinemas locais. O que importa é quantas pessoas o verão em determinada sala de cinema. Por isso, muitas vezes, o cinema acaba comportando apenas grandes blockbusters que trazem milhões para suas salas. Essa foi a grande solução encontrada pela industria do entretenimento: focar nos hits. Não existia tempo nem espaço suficiente para comportar todos os gostos diferentes dos consumidores. Então para não perder dinheiro as industrias focavam no que estava na moda, no que atraía o maior numero de consumidores de uma vez só. Mas isso, felizmente, mudou com a distribuição e o varejo online. Agora a diferença importa, a diferença vende.

Aqui entra a explicação do termo Cauda Longa. Ele se refere a todos aqueles produtos que não são hits, que são diferentes e que se encontram em baixa no gráfico de vendas, porém por serem tão diversos se arrastam pelo gráfico como uma grande cauda, fazendo com que essa variedade tão grande de produtos venda quase tanto quanto os hits e portanto se tornando um mercado rival. Como exemplo disso, o autor traz o Google que ganha boa parte do seu dinheiro não com anúncios de grandes empresas, mas com a propaganda de pequenos negócios. É como Kevin Laws, capitalista de risco e ex-consultor da indústria de música disse “O dinheiro de verdade está nas menores vendas."  

O autor diz que “Pela primeira vez na história, os hits e os nichos estão em igualdade de condições econômicas, ambos não passam de arquivos em bancos de dados, ambos com iguais custos de carregamento e a mesma rentabilidade. De repente, a popularidade não mais detém o monopólio da lucratividade.” A natureza do mercado está se modificando cada vez mais. A grande maioria das mercadorias não se encontra mais nas lojas físicas. É uma nova demanda criando um loop de feedback positivo que modifica não apenas o mercado cultural mas também a cultura em si.

No capítulo cinco o autor discute sobre a democratização das ferramentas de produção. Ele dá vários exemplos de como se dá essa democratização, mas acho que o mais fácil de entender é o que diz respeito aos blogs. Estes tornaram possível para qualquer pessoa a editoração online e fizeram com que todos pudessem ter a chance de lançar publicações diárias para um público específico e tivessem tanto poder de influencia quanto qualquer veiculo da grande mídia. Ou seja, como o próprio autor diz: “A consequência de tudo isso é que estamos deixando de ser apenas consumidores passivos para passar a atuar como produtores ativos.” Como os meios de produção estão se difundindo cada vez mais, a tendência é que a produção “amadora” se expanda fazendo com que a Cauda Longa cresça num ritmo nunca visto antes.

Porém, o autor diz que assim como a Wikipédia, os blogs não podem ser sua fonte determinante sobre determinado assunto. Eles são uma forma de Cauda Longa, e esta, por ser tão diversa e variável não pode ser absolutamente crível sobre a qualidade ou natureza de seu conteúdo. Porém, quando vistos em conjunto, os blogs se revelam mais confiáveis do que as grandes mídias. É só saber pesquisar. Como o próprio autor coloca “(...) algumas coisas serão ótimas, outras serão medíocres e ainda outras serão lixo. Essa é a própria natureza da coisa. O erro de muitos críticos é esperar algo diferente.”

Esse novo fenômeno de produção voluntariada e amadora possibilitado pela internet, é chamado pelo autor de mundo da "peer production" (produção colaborativa ou entre pares). É uma nova era de produção em que a maioria dos produtores não é remunerado. Isso acontece porque na Cauda Longa os custos de produção e distribuição são muito baixos, e graças a essa democratização das tecnologias digitais o aspecto comercial acaba ficando em segundo plano. As pessoas produzem por diversão, por amor. Portanto a motivação para a produção não é econômica, e a moeda não é mais o dinheiro e sim a reputação. As pessoas querem ser notadas e levadas em consideração. Esse fenômeno foi denominado por Tim Wu, professor de direito da Columbia University como "cultura da exposição". Usando os blogs como exemplo ele explica: “A cultura da exposição reflete a filosofia da Web, na qual ser percebido é tudo. Os autores da Web se ligam uns aos outros, citam com liberalidade e, às vezes, comentam ou anotam artigos inteiros. (...) O grande pecado da cultura da exposição não é copiar, mas, era vez disso, deixar de citar de maneira adequada a autoria. No centro dessa cultura da exposição situa-se a todo poderoso software de pesquisa. Se for fácil encontrar o seu site no Google — não o acione em juízo, comemore.” Cada criador encara seus direitos de propriedade intelectual sobre uma perspectiva.

Para finalizar a discussão sobre a Cauda Longa, deixo um pensamento do autor que resume sua importância e sua relevância para essa nova forma de mercado do entretenimento a que estamos sujeitos. “Uma das grandes diferenças entre a cabeça e a cauda dos produtores é que, quanto mais se desce na cauda, maior é a probabilidade de que se tenha de manter outro trabalho regular. E não há nada de errado nisso. A diferença entre produtores "profissionais" e "amadores" torna-se cada vez mais nebulosa e é bem possível que acabe perdendo a relevância. Não fazemos apenas aquilo por que somos remunerados, mas também aquilo que queremos. E ambos os tipos de atividades podem ser valiosos.” O fato de você estar lendo sobre isso aqui e não num site especializado sobre o assunto, é prova suficiente de que esse fenômeno é real e só tende a crescer.

Isso é tudo pessoal.

See ya,

Michelly Lira.

sábado, 21 de março de 2015

A Bíblia do Marketing Digital. Capítulos 1, 2 e 3.

Olá pessoas.

Começaremos nosso jogo dos fichamentos com o livro “A Bíblia do Marketing Digital” de Cláudio Torres. O autor promete mostrar tudo o que você queria saber sobre marketing e publicidade na internet e não tinha a quem perguntar. Pois bem, a principio iremos tratar dos três primeiros capítulos do livro que falam, respectivamente, sobre a evolução da internet e de seu consumidor, os principais conceitos ligados ao marketing digital e por fim iremos aprender sobre a importância do marketing de conteúdo.

Há mais de dez anos atrás a internet trouxe uma revolução para o mundo dos negócios. Os consumidores agora poderiam ter acesso instantâneo a qualquer tipo de informação sobre qualquer tipo de produto ou serviço. As empresas, claro não perderam tempo e entraram na rede criando sites para seus negócios. Mas esse “monopólio” das empresas sobre o conteúdo gerado na internet não durou muito, pois logo foram surgindo novas ferramentas de busca, blogs, redes sociais que transformaram o consumidor no protagonista e o possibilitando a não só consumir, mas também a produzir seu próprio conteúdo. Esses consumidores passaram a moldar a internet para atender a todas suas necessidades e interesses, os mais importantes deles sendo a informação, a diversão e o relacionamento.

O usuário da internet gosta de interação, mas esta deve sempre ser consentida. Falando de marketing e empresas não podemos tentar invadir o ambiente do consumidor e devemos preservar sua experiência na internet. Quem nunca se sentiu chateado, ao entrar num site, e vários pop-ups “pularem” na sua janela? É chato, e faz com que a gente não queira mais visitar aquele site porque já sabe o que vai ter que encarar. Portanto, quando for pensar em alguma ação online, lembre que atrás da tela há sempre uma pessoa de verdade, de carne e osso, que vai estar avaliando tudo que vê. Porque a internet é um meio de comunicação interativo, e as pessoas gostam de expressar seus sentimentos sobre tudo que veem, compram, usam.

Para entender melhor o ambiente online, o autor dividiu a internet em cinco grandes grupos que interagem constantemente. São eles as ferramentas de busca, os sites e portais, as redes sociais e blogs, as ferramentas de comunicação e os mundos virtuais. Para ele, as ferramentas de busca ditam o principio da navegação, pois é a partir delas que nos movimentamos para os outros ambientes. É claro que, assim como na nossa vida, terão alguns ambientes mais visitados e outros nem tanto, ou ambientes mais visitados por um certo grupo de usuários e menos visitado por outro. Mas o que importa é que todas essas pessoas estão conectadas, buscando informações, diversão, relacionamento e são elas que comandam tudo que acontece na rede.

No capítulo dois, o autor fala da importância de entendermos os termos utilizados pelo marketing digital para entendermos como a internet funciona. A linguagem da internet pode parecer meio complicada, mas na maioria das vezes se trata de coisas muito simples. O autor explica que “...fisicamente, todo o mundo virtual se resume a uma enorme rede de computadores interligados (servidores), como programas em execução neles (sites), que são acessados por outros computadores (...) por meio de navegadores (browsers)” Nesses sites temos os links que podem nos levar para outras páginas. E temos os banners, que são imagens com fins publicitários.

Outro ponto importante comentado pelo autor é que se você quer investir na internet precisa entender todo o contexto do marketing digital para poder saber planejar ações eficientes. O consumidor é o centro da internet e seu comportamento, desejos e necessidades devem ser levados sempre em consideração. “Uma visão baseada no comportamento do consumidor considera que as pessoas estão presentes na internet para interagir em quatro atividades básicas: relacionamento, informação, comunicação e diversão. (...) permite analisar e definir estratégias de marketing mais adequadas a cada um dos ambientes e a cada uma das situações presentes na internet.” Portanto, a maneira mais eficaz de adotar uma estratégia de marketing e tê-la como base o proprio consumidor.
Levando em conta essas abordagem, o autor apresenta seis estratégias de marketing que são centradas no comportamento do consumidor. São elas: marketing de conteúdo, marketing nas mídias sociais, email marketing, marketing viral, publicidade online e pesquisa online. Todas essas estratégias formam um planejamento completo e eficaz de marketing digital. Além delas, a internet viabiliza a estratégia de monitoramento dos resultados que é de grande importância no mundo empresarial e não pode ser utilizada no marketing tradicional. Portanto, na internet foi criado um mundo de possibilidades que nos permite fazer negócios melhores, com custo menor e consumidores cada vez mais fiéis.

No capítulo três se discute sobre o marketing de conteúdo. O autor começa falando sobre as ferramentas de busca, que eram utilizadas para buscar por sites, produtos, serviços, etc. Mas com o passar do tempo essas ferramentas foram evoluindo e o consumidor também o que fez as pesquisas por produtos se transformarem em pesquisas por informações. O consumidor estava agora interessado em conteúdo relevante. É aí que entra o marketing de conteúdo, que é denominado pelo autor como o “uso do conteúdo em volume e qualidade suficientes para permitir que o consumidor encontre, goste e se relacione com uma marca, empresa ou produto.” A ideia então é de criar conteúdo relevante e sem fim comercial, o que é um desafio para qualquer empresa.

Para começar, é preciso realizar o planejamento de conteúdo que consiste em definir quem queremos atingir e criar um relacionamento por meio do marketing de conteúdo, qual o meu objetivo com esse público-alvo, quem é esse publico e como ele se comporta em relação ao que pretendo fazer, que tipo de informação esse publico busca, que conteúdo produzir e como produzir. Dentro do marketing de conteúdo encontramos o marketing de busca que tem como objetivo fazer com que seu conteúdo apareça na primeira página de resultados de busca. Para que isso aconteça seu conteúdo precisa ser visível e para que isso aconteça existem dicas simples que você pode seguir para melhorar sua posição nas ferramentas de busca. 1. Crie conteúdo relevante para pessoas 2. Crie conteúdo em volume suficiente para ser encontrado 3. Tenha uma lista de palavras relacionadas ao comportamento do consumidor e garanta que elas apareçam em todos os seus textos.

Por enquanto já falamos sobre varias estratégias de marketing de conteúdo. Agora falaremos de como implantar uma boa plataforma de conteúdo. Para isso, também existem umas regras básicas que você pode seguir para te ajudar a não perder tempo nem dinheiro. Essas regras são: 1. Fuja dos portais de blog 2. Tenha uma URL exclusiva 3. Faça o planejamento de conteúdo já explicado 4. Divulgue e monitore os resultados de suas ações 5. Faça um plano de divulgação do seu conteúdo 6. Utilize ferramentas de envio de conteúdo, só enviando os mais interessantes 8. Comente em blogs 9. Participe de fóruns 10. Desenvolva relacionamento com outros blogueiros 11. Divulgue a URL em todos os meios possíveis 12. Crie memes 13. Crie um newsletter simples 14. Procure novidades sobre seu conteúdo 15. Use e abuse das mídias sociais, inclusive o twitter. Siga essa dicas e verá que o marketing de conteúdo não precisa ser um bixo de sete cabeças.

Isso é tudo pessoal.

Nos vemos nos próximos capítulos desse jogo que não é nada fácil.

See ya,

Michelly Lira.

Que comecem os jogos!!

Olá, pessoas.

Pois é... aqui estou... já contradizendo as informações do meu perfil onde eu digo que adoro escrever. Na verdade eu adoro mesmo, o que eu não gosto é de compartilhar.

"Então pra quê criar um blog, minha quirida?" é o que você deve estar pensando agora. Bom, a intenção desse blog é servir de plataforma para a publicação de fichamentos dos livros utilizados como referência básica na cadeira de Produção Publicitária em Meios Digitais do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Ceará. 

Essa disciplina é ministrada pelo professor Riverson Rios, que foi quem me fez criar - por livre e espontânea pressão - esse blog. Portanto, quem se interessar pelo assunto, fique ligado nos posts que ainda estão por vir. Acredite, são muitos. Pois a vida é curta mas o semestre é longo.

See ya,
Michelly Lira.